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VERMELHO – adaptação de peça de teatro para curta-metragem

Fotografia do espectáculo VERMELHO É A COR DO MEU LUTO, com Tiago Barbosa e Catarina Rabaça. Fotografia de Alípio Padilha.

Depois da criação d’A MULHER AZUL iniciei a escrita de uma trilogia à volta das cores primárias. O Kieślowski já fez uma trilogia de cores, eu sei, não estou a inventar nada de novo. Aliás, antes da Trilogia das cores fez o Decálogo, nada a ver com cores mas com os mandamentos da Bíblia. Uma série para a televisão, no tempo em que as televisões ainda tinham conteúdos de qualidade, neste caso, a televisão polaca. Lembro-me de uma outra série “fora de série” de um canal de televisão dinamarquês: The kingdom do Lars Von Trier e que em português se chama O reino. Nada a ver com a monarquia mas sim com um hospital onde se passam as cenas mais estranhas. Vi todos os episódios desta série no cinema King … Entretanto extinto (e que ainda hoje está vazio, abandonado). É caso para dizer “the King is dead”. Mas não quero ficar presa a sentimentos saudosistas ou nostálgicos. Aliás, a trilogia que pretendo criar é uma forma de purga, de luta perante os sentimentos de perda, um “pas-de-deux avec moi-même”. Comecei com a cor azul, que resultou n’A mulher azul e que pode ser visto em: https://www.rtp.pt/play/palco/p11382/a-mulher-azul

Segue-se a cor vermelha. O ponto de partida é a adaptação do texto que escrevi e encenei, para a Nova Companhia, intitulado VERMELHO É A COR DO MEU LUTO. A sua versão cine-teatral, que resultará numa curta-metragem com o título: VERMELHO, onde é colocada uma lupa sobre a vivência de um processo de luto que se torna numa forma de luta. Uma co-produção Estado Zero/RTP Palco. O AMARELO fica para o fim.

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